Jordélia Pereira é acusada pela morte dos irmãos Luiz Fernando, de 7 anos, e Evelyn Fernanda Rocha Silva, de 13. Além da tentativa de homicídio contra Mirian Lira, mães das crianças mortas.
Jordélia Pereira Barbosa acusada de envenenar uma família com ovo de páscoa, em abril do ano passado, em Imperatriz, na região tocantina, vai a júri popular neste mês de junho. A mulher está presa desde 17 de abril de 2025, em São Luís.
A mulher é acusada pela morte dos irmãos Luiz Fernando, de 7 anos, e Evelyn Fernanda Rocha Silva, de 13, que morreram após consumirem um ovo de Páscoa envenenado. Além da tentativa de homicídio contra Mirian Lira, mães das crianças mortas, que também comeu o doce, mas conseguiu sobreviver.
Mãe e filhos consumiram o doce na noite de 16 de abril de 2025 e, já na madrugada do dia 17, deram entrada no hospital; Luiz Fernando morreu pouco após ser internado, enquanto a irmã, Evelyn Fernanda Rocha Silva, morreu cinco dias depois, em 22 de abril, e Mirian ficou alguns dias intubada, mas se recuperou fisicamente.
Jordélia Pereira será levada a júri popular no dia 22 de junho, segundo informações do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) em Imperatriz. Ela será julgada pelos crimes de duplo homicídio consumado e por tentativa de homicídio por envenenamento.
Defesa tentou reverter decisão que levou acusada a júri
Apesar da repercussão nacional e internacional do caso, o julgamento de Jordélia Pereira Barbosa, apontada pela Polícia Civil e acusada pelo Ministério Público de ser a autora do envenenamento, passou mais de um ano para ser marcado.
O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) aceitou a denúncia logo após a conclusão do inquérito e, em setembro do mesmo ano, decidiu que ela deveria ir a júri popular. O julgamento, porém, não aconteceu porque a defesa recorreu da decisão.
Ao g1, a Corregedoria Geral de Justiça do Maranhão informou que o recurso foi apresentado em setembro de 2025, depois da decisão que determinou o envio do caso ao júri, e os autos foram encaminhados no dia 30 do mesmo mês. Mas o processo ainda estava em análise no Tribunal de Justiça.
Na prática, a defesa tentou reverter a decisão que levou a acusada a júri. Entre os pedidos, estavam a anulação da decisão, a retirada do caso do júri ou a mudança da classificação do crime.
O caso ainda aguardava julgamento. Por estar sob segredo de Justiça, mais detalhes não foram divulgados.
O g1 também procurou o Tribunal de Justiça do Maranhão para saber o porquê de o recurso da defesa ainda não ter sido analisado com celeridade, tendo em vista a repercussão do caso, mas o TJ-MA nunca se manifestou.
Prisão rápida trouxe um pouco de alívio, diz vítima que sobreviveu ao envenenamento
Em entrevista ao g1, Mirian Lira afirmou que para ela a investigação foi rápida, com a prisão de Jordélia sendo feita poucos dias após o crime. Mas, apesar da prisão trazer um alívio para a família, a expectativa agora é pela realização do julgamento e pela definição de uma sentença para que, de fato, a justiça seja feita.

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