segunda-feira, 27 de julho de 2026

Morre segunda vítima de ataque a tiros em bar durante jogo do Brasil em Imperatriz, no MA

 

Nadson da Silva Guedes estava internado desde 5 de julho. Segundo a polícia, vítimas não tinham passagens policiais nem envolvimento com organizações criminosas.

Nadson da Silva Guedes, segunda vítima de um ataque a tiros em um bar em Imperatriz (MA), morreu nesse domingo (26), 21 dias depois de ser baleado. Ele e outras pessoas acompanhavam um jogo da Seleção Brasileira pela Copa do Mundo quando foram surpreendidos por dois homens em uma motocicleta e atiraram contra o local. A motivação do ataque ainda é investigada e ninguém foi preso.

Nadson e João Vítor da Silva Bento, de 23 anos, foram atingidos e levados em estado grave para o hospital. João Vítor morreu após passar 14 dias internado. Segundo a polícia, os dois não tinham passagens policiais nem envolvimento com organizações criminosas.

Ataque foi registrado por câmera

O ataque aconteceu na noite de 5 de julho, enquanto clientes acompanhavam um jogo da Seleção Brasileira pela Copa do Mundo. Pouco depois das 21h, dois homens armados passaram pelo estabelecimento em uma motocicleta e atiraram várias vezes.

Uma câmera de segurança registrou o momento em que os criminosos passaram pelo bar e atiraram contra as pessoas que estavam no estabelecimento.

Após os disparos, os autores fugiram na motocicleta. A Polícia Militar fez buscas na região, mas nenhum suspeito foi preso.

Investigação

A Polícia Civil informou que a investigação começou somente depois que a família de uma das vítimas registrou o boletim de ocorrência. De acordo com a Delegacia Regional de Imperatriz, o registro foi feito após a confirmação da morte de João Vítor.

A partir do boletim, a polícia iniciou diligências para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime. Até a última atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil do Maranhão.

Por G1 MA 

Motorista morre após carro bater em árvore

José Rodrigues da Silva, de 64 anos, não resistiu aos ferimentos. Segundo testemunhas, outros dois ocupantes saíram antes da chegada da polícia.

Um motorista de 64 anos morreu após o carro que dirigia bater contra uma árvore no bairro São Raimundo, em São Luís, na manhã deste domingo (26). A vítima foi identificada como José Rodrigues da Silva.

Segundo a Polícia Militar do Maranhão (PMMA), José não resistiu aos ferimentos e morreu no local. As circunstâncias do acidente ainda não foram esclarecidas.

As primeiras informações apontam que o motorista teria perdido o controle do veículo antes da batida. O motivo, no entanto, ainda é desconhecido.

De acordo com testemunhas, outras duas pessoas estavam no carro e deixaram o local após o acidente. A Polícia Militar fez buscas na região, mas não conseguiu encontrá-las até a última atualização desta reportagem.

O Corpo de Bombeiros foi acionado porque o motorista ficou preso às ferragens. Policiais militares também isolaram a área e orientaram o trânsito durante o atendimento da ocorrência.

O Instituto de Criminalística (Icrim) foi chamado para realizar a perícia no veículo e no local do acidente.

Por G1 MA 


Foragido da Justiça investigado por homicídio e tentativa de homicídio é preso

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), com apoio da Polícia Militar cumpriu, na sexta-feira (24), dois mandados de prisão contra um homem que estava foragido da Justiça maranhense. O suspeito é investigado por envolvimento em um homicídio consumado e uma tentativa de homicídio ocorridos em Itinga do Maranhão.

De acordo com a Polícia Civil, um dos mandados foi expedido para o início do cumprimento de uma pena definitiva de mais de 13 anos de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

O segundo mandado é de prisão preventiva e foi expedido no curso das investigações que apuram o homicídio qualificado de Bruna da Conceição Alves e a tentativa de homicídio contra o companheiro da vítima. Os crimes aconteceram na madrugada de 6 de agosto de 2025, no bairro São Sebastião, em Itinga do Maranhão.

Após o crime, equipes da Delegacia de Polícia de Itinga do Maranhão iniciaram diligências para localizar o investigado. Segundo a Polícia Civil, depois de meses de trabalho integrado entre policiais da unidade e da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de Açailândia, foi possível identificar o paradeiro do foragido, que estava escondido em uma kitnet na região central de Açailândia.

Na sexta-feira (24), equipes da Polícia Civil, com apoio da Força Tática do 26º Batalhão da Polícia Militar, localizaram o suspeito e cumpriram os dois mandados judiciais. As investigações também apontam que o homem exercia uma posição de liderança em uma organização criminosa com atuação em Itinga do Maranhão.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado ao Plantão Central da Polícia Civil de Açailândia para os procedimentos legais e, em seguida, levado para a Unidade Prisional de Ressocialização da cidade, onde permanecerá à disposição da Justiça.

 

Grávida e marido morrem em colisão entre moto e caminhonete

O acidente aconteceu no sábado (25), na cidade de Zé Doca. Segundo a polícia, o motorista da caminhonete deixou a área antes da chegada da equipe, e a suspeita de ultrapassagem proibida é investigada.

Uma grávida e o marido morreram após a motocicleta em que estavam bater de frente com uma caminhonete, na noite de sábado (25), em Zé Doca (MA). O acidente ocorreu por volta das 21h20, na Avenida Stanley Fortes Batista, trecho da BR-316.

As vítimas foram identificadas como Abimael Nascimento Mendonça, de 30 anos, e Samara Souza da Silva, de 20. Abimael pilotava a moto, e Samara, que estava grávida, seguia na garupa. A gestação era de cerca de sete meses, segundo familiares.

O casal morreu no local. Segundo a polícia, o motorista da caminhonete saiu antes da chegada da equipe e ainda não havia sido localizado. As circunstâncias do acidente são investigadas.

Informações preliminares apontam que o motorista da caminhonete teria tentado uma ultrapassagem em local proibido e atingido a moto de frente.

Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da unidade de Araguanã, foi chamada e realizou os primeiros procedimentos no local.

A caminhonete foi removida e levada para o pátio da Delegacia de Polícia Civil de Zé Doca. O veículo será periciado e ficará à disposição da investigação.

Por G1 MA 

 

Três pessoas ficam feridas após serem baleadas em balneário

 

De acordo com relatos de familiares às equipes policiais, as vítimas estavam em um balneário quando um homem conhecido pelo apelido de “Dogim” teria começado a provocá-las e, em seguida, efetuado os disparos.

Três homens ficaram feridos após serem baleados em um balneário, no povoado Igarapé de Areia, em Santa Luzia, na tarde de domingo (26). Segundo a Polícia Militar, o caso foi registrado como tentativa de homicídio por volta das 17h20.

A equipe policial foi acionada após ser informada de que três pessoas, de 29, 32 e 53 anos, deram entrada no Hospital Municipal de Santa Luzia com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo.

De acordo com relatos de familiares às equipes policiais, as vítimas estavam em um balneário quando um homem conhecido pelo apelido de “Dogim” teria começado a provocá-las e, em seguida, efetuado os disparos.

As vítimas foram socorridas por moradores e levadas ao hospital, onde receberam atendimento médico. Posteriormente, houve a indicação de transferência para uma unidade especializada, devido à gravidade dos ferimentos.

A Polícia Militar informou que fez buscas na região, colheu informações sobre o caso e orientou os familiares a registrar a ocorrência na Delegacia de Polícia Civil. Até a última atualização desta reportagem, o suspeito de fazer os disparos não havia sido localizado.

Por G1 MA 

Policial militar do CTA é preso suspeito de tentar matar quatro pessoas durante festa no MA

 

O crime aconteceu na madrugada de sábado (25), durante uma festa realizada em um lava-jato, em alusão ao tradicional festejo de São Bento, na cidade de Pastos Bons.

Um policial militar lotado no Centro Tático Aéreo (CTA) foi preso nesse domingo (26), suspeito de tentar matar quatro pessoas em Pastos Bons, a 544 km de São Luís. O crime aconteceu na madrugada de sábado (25), durante uma festa realizada em um lava-jato, em alusão ao tradicional festejo de São Bento.

Um vídeo gravado por uma pessoa que participava do evento mostra o policial, que estava de folga, trocando agressões com outro homem. Nas imagens, várias pessoas tentam separar a briga. Em seguida, o PM saca uma arma e dispara em direção ao grupo. Quatro pessoas foram atingidas e, segundo testemunhas, elas não correrem risco de morte.

Segundo a Polícia Civil do Maranhão, as investigações iniciais apontam que o policial efetuou vários disparos após uma confusão no local. O caso começou a ser apurado pela 12ª Delegacia Regional de São João dos Patos.

Após tomar conhecimento do crime, a equipe de plantão ouviu testemunhas, reuniu documentos médicos das vítimas e preservou imagens de câmeras de segurança que podem ajudar a esclarecer o caso.

Com base nos elementos obtidos, a Polícia Civil instaurou um inquérito e pediu a prisão preventiva do suspeito. A medida foi autorizada pela Justiça ainda no sábado, segundo a corporação.

O policial foi preso em Imperatriz durante uma operação conjunta das delegacias regionais de São João dos Patos e de Imperatriz.

Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

Ainda não há informações sobre a motivação do crime e nem a identificação do policial. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer a dinâmica do caso, as circunstâncias dos disparos e as responsabilidades dos envolvidos.

Procurada pelo g1, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) destacou que não compactua com desvios de conduta praticados por seus agentes e informou que a Polícia Militar adotará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis, sem prejuízo da responsabilização criminal.

SSP disse, ainda, que o investigado permanece à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil prossegue com as investigações para o completo esclarecimento dos fatos.

Por G1 MA 

sábado, 25 de julho de 2026

Polícia investiga morte de cabo da PM na Grande São Luís

 

Policial foi encontrado desacordado após uma desavença com o irmão, no bairro Pindaí, em Paço do Lumiar. A dinâmica da ocorrência e a causa da morte são investigadas.

A Polícia Civil do Maranhão abriu um inquérito para investigar a morte do policial militar Bruno Lisboa Meireles, de 33 anos, na noite de sexta-feira (24), no bairro Pindaí, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. Segundo a investigação inicial, Bruno morreu após uma tentativa de imobilização feita pelo próprio irmão durante uma briga.

Após a ocorrência, o irmão, identificado como João Victor Lisboa Alves, de 26 anos, levou o PM em um veículo particular até a base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no Maiobão. Bruno foi avaliado pela equipe médica, que confirmou a morte.

Irmão se apresentou à polícia

Segundo a Polícia Civil, João Victor não foi preso em flagrante porque se apresentou espontaneamente após o ocorrido. A situação dele será analisada durante a investigação.

Segundo o boletim policial, equipes foram acionadas para atender a uma briga entre os irmãos na Rua do Alegrim, nas proximidades do Residencial Pôr do Sol.

O registro policial menciona uma suspeita inicial de morte por asfixia. A Polícia Civil informou que apura se a morte ocorreu durante uma tentativa de contenção feita pelo irmão.

Em nota, a Polícia Civil informou que a investigação está sob responsabilidade da Superintendência Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (SHPP), que deve esclarecer a causa da morte e a dinâmica da ocorrência.

Bruno Lisboa Meireles era cabo da Polícia Militar do Maranhão e trabalhava no 43º Batalhão de Polícia Militar (43º BPM).

Por G1 MA 

Foragido da Justiça é preso por suspeita de envolvimento em homicídio e tentativa de homicídio em Itinga do Maranhão

 

O suspeito também tinha condenação por tráfico de drogas e foi localizado em uma kitnet na região central de Açailândia.

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), com apoio da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), cumpriu, na sexta-feira (24), dois mandados de prisão contra um homem que estava foragido da Justiça maranhense. O suspeito é investigado por envolvimento em um homicídio consumado e uma tentativa de homicídio ocorridos no município de Itinga do Maranhão, a 615 km de São Luís.

Segundo a Polícia Civil, o primeiro mandado de prisão foi cumprido para que o homem começasse a cumprir uma pena de mais de 13 anos de reclusão, em regime fechado, após condenação definitiva por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Já o segundo mandado é de prisão preventiva e foi expedido durante as investigações que apuram os crimes de homicídio qualificado consumado e homicídio qualificado tentado.

Segundo as investigações, o preso é apontado como um dos autores do homicídio de Bruna da Conceição Alves e da tentativa de homicídio contra o companheiro da vítima. Os crimes ocorreram na madrugada do dia 6 de agosto de 2025, no bairro São Sebastião, em Itinga do Maranhão.

Após os crimes, equipes da Delegacia de Polícia de Itinga do Maranhão realizaram diligências para localizar o investigado. Depois de meses de trabalho integrado entre policiais civis da unidade e da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de Açailândia, foi possível identificar o paradeiro do foragido, que estava escondido em uma kitnet localizada na região central de Açailândia.

Na sexta-feira (24), equipes da Polícia Civil, com apoio da Força Tática do 26º Batalhão da Polícia Militar, localizaram o investigado e deram cumprimento aos dois mandados judiciais.

As investigações também apontaram que o preso exercia uma posição de liderança em uma organização criminosa com atuação no município.

Após a captura, o homem foi apresentado no Plantão Central da Polícia Civil de Açailândia para a realização dos procedimentos legais e, em seguida, encaminhado à Unidade Prisional de Ressocialização da cidade, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Entenda o caso

A Polícia Civil e a Polícia Militar prenderam, no dia 12 de agosto de 2025, dois homens suspeitos de envolvimento no assassinato de Bruna da Conceição Alves, ocorrido em 6 de agosto em Itinga do Maranhão, a cerca de 620 km de São Luís.

Na ocasião, o companheiro de Bruna também foi baleado, mas sobreviveu após receber atendimento médico. De acordo com a polícia, os presos seriam os executores do crime. Um deles já tinha mandado de prisão definitiva para cumprir pena de 12 anos por homicídio qualificado, cometido em 2023, também em Itinga.

As prisões ocorreram durante operação que cumpriu mandados judiciais de prisão e busca domiciliar contra integrantes de uma organização criminosa investigada por homicídios e tentativas de homicídio na região.

Na casa de um dos suspeitos, os policiais encontraram um revólver calibre .38, munição calibre .40, 35 gramas de cocaína, balança de precisão, sacos plásticos para embalar drogas e um celular. O homem foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, posse de munição de uso restrito e tráfico de drogas.

Após os procedimentos na Delegacia da cidade, os detidos foram encaminhados à Unidade Prisional de Ressocialização de Açailândia, onde permanecem à disposição da Justiça.

Por G1 MA 

Cinco integrantes de facção criminosa são presos durante operação

 

A ação conjunta das polícias Civil e Militar apreendeu mais de 1 kg de maconha, porções de crack e cocaína, munições, rádios comunicadores e um drone.

Uma operação conjunta da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) e da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), denominada “Operação Balaios”, realizada na quinta-feira (23), resultou na prisão em flagrante de cinco integrantes de uma facção criminosa investigada por envolvimento com o tráfico de drogas e organização criminosa no município de Nina Rodrigues, a 112 km de São Luís.

A operação teve como objetivo identificar a atuação de um grupo criminoso responsável pelo tráfico de entorpecentes na cidade, além de apontar a existência de integrantes armados que vinham intimidando moradores e expandindo o comércio ilegal de drogas para municípios da região.

Durante o cumprimento dos mandados judiciais, as equipes policiais apreenderam mais de um quilo de maconha, porções de crack e cocaína, uma balança de precisão, material utilizado para embalar drogas, munições de arma de fogo, rádios comunicadores, um drone, aparelhos celulares e outros objetos de interesse para as investigações.

Diante dos indícios encontrados, cinco pessoas foram presas em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, posse irregular de munição e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

A Operação Balaios contou com a participação das equipes da Delegacia Regional de Itapecuru-Mirim, do 2º Distrito Policial de Itapecuru-Mirim, da Delegacia de Polícia de Vargem Grande, da Delegacia de Polícia de Miranda do Norte e da Força Tática da Polícia Militar do Maranhão.

Por G1 MA 

Nove trabalhadores retirados de alojamento precário no Ceará retornam ao Maranhão com salários pagos

 

Quinze funcionários foram retirados de um imóvel que não tinha água nem móveis. Os trabalhadores também relataram falta de pagamentos e de alimentação.

Nove de quinze trabalhadores retirados de um alojamento precário de uma obra, em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, retornaram à terra natal, o Maranhão, entre a noite desta quinta-feira (23) e a manhã desta sexta-feira(24). O imóvel não tinha água nem móveis, e os trabalhadores relataram falta de pagamentos e de alimentação. Os outros seis funcionários ainda não decidiram qual rumo seguir, o que deve acontecer nos próximos dias.

A denúncia da situação degradante foi feita ao Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF), que realizou o resgate na última terça-feira (21).

Em nota, a Engeplan, empresa responsável pela construção de um condomínio, afirmou que contratou uma empresa terceirizada para a execução de serviços no canteiro de obras. O nome da empresa terceirizada não foi informado.

"O alojamento foi uma opção desta empresa. Já no âmbito do canteiro de obras, a construtora adota rigorosos protocolos de segurança, saúde e fiscalização das atividades, em conformidade com a legislação vigente e com os padrões exigidos", afirmou a Engeplan (Leia a nota na íntegra abaixo).

De acordo com Nestor Bezerra, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza, após o resgate, os operários receberam os direitos trabalhistas devidos, como pagamento pelos dias trabalhados, férias proporcionais e Participação de Lucros e Resultados (PLR). No entanto, o líder sindical afirma que o acordo com a empresa contratante não cessa as medidas reparatórias que o sindicato deve buscar na justiça cearense.

A expectativa, segundo Nestor, é de que o Sindicato judicialize a situação para reparação por danos morais e por maus-tratos. O sindicalista afirma que os trabalhadores receberam entre R$ 7 mil e R$13 mil com o acordo feito com a empresa contratante.

Conforme a entidade sindical, a obra onde os trabalhadores estavam empenhados se trata de um conjunto habitacional do Minha Casa Minha Vida, programa do Governo Federal.

O retorno do grupo iniciou na noite de quinta-feira, quando dois integrantes do grupo retirado voltaram ao estado de origem. Nesta sexta, outros sete também saíram de Fortaleza rumo ao estado maranhense.

Integrantes da Auditoria-Fiscal do Trabalho ouvidos pelo g1 celebraram a retirada dos trabalhadores da situação degradante. No entanto, os técnicos afirmaram que a garantia dos direitos trabalhistas aos operários é frágil e corre o risco de não ser cumprida à risca.

Resgate dos trabalhadores

De acordo com Nestor Bezerra, os trabalhadores se mudaram para o Ceará após uma proposta de emprego que garantia salário e casa para morar. No entanto, eles estavam sem receber o pagamento há cerca de 20 dias e viviam sem água encanada, alimentação adequada e em situação "degradante'.

"Quando a gente chegou, nos deparamos com os trabalhadores em uma situação bem degradante mesmo. Era uma casa sem nada, nem água nem fogão. Só as redes deles e as mochilas no chão. Nove desses 15 estavam desesperados porque tinham sido ameaçados [pelo encarregado das obras]. Diziam que iam botar facção para matar eles. Estavam desesperados", relatou Nestor ao g1.

Os homens tinham, em média, 30 anos de idade. Eles trabalhavam em um empreendimento em Maranguape. De acordo com o sindicato responsável pelo resgate, a empresa havia contratado um empreiteiro para cuidar dessa obra. Este seria o homem responsável por deixar as vítimas em situação vulnerável.

Após o resgate, o grupo foi levado até uma delegacia da cidade para registrar um boletim de ocorrência (BO). Em nota, a Polícia Civil disse que apura as circunstâncias do caso: "O caso foi registrado por meio de um Boletim de Ocorrência (BO), protocolado na terça-feira (21), pela Delegacia de Polícia Civil de Maranguape".

"Conversamos com o delegado, que deu todo o suporte para a gente e mandou uma viatura buscar as coisas deles porque estavam com medo de ir na casa", afirmou Nestor.

Em nota, o Ministério Público do Trabalho (MPT-CE) disse que tomou conhecimento do caso e, em razão disso, "já foi instaurada uma Notícia de Fato para apuração das circunstâncias relacionadas ao ocorrido".

'Só comia quem fosse trabalhar'

Segundo Nestor Bezerra, a residência onde os trabalhadores estavam ficava próximo do local de trabalho. Era uma casa precária, sem água potável, móveis ou alimentação básica. Eles chegavam a passar dias inteiros com fome e dormiam em redes espalhadas pelo local.

Os trabalhadores mantinham contato com a família através de telefones compartilhados entre eles. No entanto, sem acesso à Internet wi-fi e redes móveis, as ligações e mensagens foram ficando mais escassas.

"Quando a empresa traz o trabalhador, é para dar todas as condições: café da manhã, água potável, água para tomar banho. Na casa não existia bebedouro, geladeira, nem água encanada. Eles estavam à mercê da própria sorte", afirmou o presidente sindical.

Segundo ele, as refeições eram fornecidas pelo empreiteiro da obra, mas o homem dizia que "só comeria quem fosse trabalhar". "Passaram a última terça-feira sem comer", exemplificou Nestor.

"A gente chamou a empresa, que disse que ia pagar as rescisões deles e o translado para irem para casa. De hoje até amanhã, vão estar efetuando os pagamentos deles. Eles vieram no intuito de ganhar o dinheiro deles e mandar pra família, mas se depararam com essa situação. Um deles me relatou que chegou aqui pesando 110 quilos, mas agora está com 87kg".

Por G1 MA 

Homem suspeito de matar indígena Guajajara é preso no Maranhão

Segundo a polícia, suspeito efetuou os disparos que mataram Gedequias Pereira Araújo Guajajara, de 35 anos, em uma aldeia indígena de Jenipapo dos Vieiras.

Uma ação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Federal prendeu, na manhã desta sexta-feira (24), um homem suspeito de participar da morte do indígena Gedequias Pereira Araújo Guajajara, de 35 anos. Ele foi morto no dia 19 de julho, na Aldeia Jerusalém, em Jenipapo dos Vieiras, a cerca de 300 km de São Luís.

De acordo com as investigações, o homem é apontado como responsável por efetuar os disparos de arma de fogo que resultaram na morte da vítima. O nome dele não foi divulgado.

Segundo a polícia, Gedequias foi baleado durante uma discussão em um bar e restaurante da comunidade. Familiares o socorreram e seguiram em direção a Grajaú, mas ele morreu antes de chegar ao hospital.

O caso estava sendo investigado pela Polícia Civil. Após dias de buscas, o suspeito foi localizado com familiares na região do Alto Brasil, na zona rural de Grajaú, no sul do Maranhão.

Ainda segundo a polícia, após dias de tratativas com familiares e de cerco policial, o homem se apresentou na quinta-feira (23), na Delegacia de Polícia de Grajaú, onde o mandado de prisão preventiva foi cumprido.

Em seguida, ele foi encaminhado ao Sistema Penitenciário do Maranhão, onde permanecerá à disposição da Justiça.

 Por G1 MA 

Homem é preso em Minas Gerais por suspeita de matar vaqueiro de ex-prefeito no Maranhão

 

Segundo a Polícia Civil, suspeito fugiu após o crime e foi localizado durante uma ação conjunta entre as polícias do Maranhão e de Minas Gerais.

Um homem investigado por homicídio qualificado foi preso na última quinta-feira (23), em São Romão, em Minas Gerais. A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Maranhão (PCMA), com apoio da Polícia Civil mineira, após o suspeito ser localizado fora do estado.

Ele é investigado pela morte de Raimundo Pereira da Silva, ocorrida em 30 de maio de 2026, em Cidelândia, a cerca de 615 km de São Luís.

Segundo a 9ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Açailândia, o crime aconteceu no início da tarde de 30 de maio, em frente a um bar localizado no Centro de Cidelândia.

As investigações apontam que o suspeito, filho de um parlamentar do município, teria iniciado uma discussão dentro do estabelecimento ao chamar a vítima, que era vaqueiro de um ex-prefeito da cidade.

De acordo com a polícia, após a discussão, Raimundo Pereira da Silva deixou o local na garupa de uma motocicleta. O investigado, porém, teria voltado a fazer ofensas contra a vítima, que retornou ao bar para tirar satisfações.

Ainda conforme a investigação, os dois correram para a área externa do estabelecimento, onde o suspeito teria desferido o golpe que matou a vítima. Após o crime, ainda armado, ele teria perseguido uma testemunha que estava com a motocicleta usada para chegar ao local.

Com base nas provas reunidas durante a investigação, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária do investigado no dia 3 de junho de 2026. O pedido foi autorizado pela Justiça em decisão publicada no dia 10 de junho.

Após um trabalho conjunto entre as Polícias Civis do Maranhão e de Minas Gerais, o suspeito foi localizado e preso. Ele foi levado para uma unidade prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

Por G1 MA 

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Audiência pública discute os impactos socioambientais da duplicação da BR-010 em Imperatriz

 

Representantes de órgãos públicos, entidades e movimentos sociais defenderam planejamento, diálogo e medidas para minimizar os impactos ambientais da obra

A Câmara Municipal de Imperatriz realizou uma audiência pública na manhã desta quinta-feira (23), na Associação Médica de Imperatriz, com autoridades e representantes da sociedade civil para debater os impactos da obra de duplicação da BR-010 em Imperatriz. A rodovia teve sua construção iniciada em 1958, durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek, com o objetivo de integrar duas grandes regiões do país e possibilitar o crescimento econômico nacional.

Nesse sentido, vereadores, representantes de associações de moradores e autoridades destacaram a necessidade de haver planejamento na execução das obras para garantir a preservação do meio ambiente em Imperatriz. A audiência pública foi conduzida pela Comissão Permanente de Obras e Serviços Públicos da Câmara Municipal de Imperatriz. O presidente da comissão, vereador Jhony Pan (PSD), argumentou que não há como debater um tema tão importante sem ouvir as autoridades e todos os agentes envolvidos.

Entre as autoridades presentes, os representantes utilizaram a tribuna para esclarecer dúvidas e cobrar soluções para os impactos ambientais. O representante da Associação Comercial de Imperatriz (ACII), Dr. Jackson Vieira, lembrou que a interlocução entre as autoridades e a construtora é fundamental para o andamento das obras de duplicação. Segundo ele, todos os entraves relacionados à CAEMA, questões ambientais, energia elétrica ou provedores de internet geram atrasos significativos na execução da obra, podendo comprometer o desenvolvimento do projeto.

Em outro momento da audiência, o representante do DNIT, Dr. Gilvan, relembrou que a obra foi planejada e que o órgão obteve a licença para a retirada das árvores, sendo, segundo ele, inviável a execução da duplicação sem a supressão da vegetação. No entanto, destacou que há um plano de recomposição ambiental com o plantio de oito mil mudas na região. Em relação às nascentes, explicou que está sendo desenvolvido um sistema de drenagem capaz de canalizar essas águas, protegendo o pavimento.

"Enquanto não for liberado o outro trecho da BR, nós vamos ficar trabalhando no trecho atual, e, se isso ocorrer, vamos continuar o trabalho. Caso contrário, ficará muito difícil, porque são dez pistas que ocupam praticamente todo o espaço. Vão permanecer dois canteiros centrais estreitos, mas as árvores serão recompostas. Porém, sem a retirada delas, não tem como realizar a obra", concluiu.

Andamento das obras da duplicação e os impactos socioambientais

O representante da construtora, Ticiano, explicou que as obras, em um trecho de aproximadamente 10 quilômetros, exigem a supressão da vegetação em razão da necessidade de ampliar as vias e o espaço geográfico ocupado pela rodovia, tornando inviável a manutenção das árvores existentes. Ele relembrou que, em outro momento de diálogo com representantes da comunidade, foi informado que a empresa iniciaria os trabalhos entre a Avenida Bernardo Sayão e o trecho do supermercado Assaí, com a execução das obras de drenagem e das galerias.

Segundo ele, para minimizar os prejuízos ao comércio local causados pela intervenção, estão sendo executadas as drenagens urbanas da Capivara, enquanto novas frentes de serviço serão iniciadas no sentido da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

"Essa era a região em que tínhamos mais liberdade para trabalhar e apresentar à população de Imperatriz um cronograma de obras, resolvendo aquele trecho da Capivara e entregando as marginais prontas no sentido da Avenida Bernardo Sayão até o Assaí, dentro do que o nosso orçamento permitir", explicou.

O engenheiro representante da construtora, Gláucio, ressaltou que a obra é necessária para a cidade, considerando que o fluxo diário exige mais dinamismo, conforto e agilidade para o deslocamento da população, mas que esse processo deve ocorrer em harmonia com a preservação ambiental. Ele destacou que diversas cidades brasileiras vêm adotando políticas para se tornarem mais verdes, promovendo melhor qualidade de vida.

Nesse contexto, afirmou que o planejamento é fundamental para solucionar os problemas existentes, sendo necessária a participação conjunta de todos os envolvidos. "Tem que haver uma junção de forças para utilizar os recursos disponíveis para a realização das obras. O que precisamos é de planejamento para alcançar um resultado melhor", afirmou.

O promotor de Justiça, Jadilson Cirqueira, utilizou a tribuna para lembrar que o processo de licenciamento ambiental das obras se arrasta há anos, sendo alvo de ações e cobranças do Ministério Público Estadual e do Ministério Público Federal, que exigem responsabilidades tanto do DNIT quanto do Município de Imperatriz. Um dos pontos destacados pelo promotor foi a paralisação judicial provocada pela retirada das árvores.

"Do ponto de vista da engenharia, pode até ser correto o entendimento quanto à retirada das árvores, mas a população não enxerga dessa forma, porque essas árvores são consideradas patrimônio público", afirmou Dr. Jadilson Cirqueira.

Além disso, o promotor lembrou que uma das decisões judiciais, diante da morosidade na execução das obras, determinou a elaboração de um plano de recomposição socioambiental, um plano de revitalização da BR-010 e a apresentação das licenças ambientais. Segundo ele, essa decisão representa uma atualização determinada pela Justiça para verificar se os estudos e documentos produzidos em 2008 e 2009 ainda atendem à realidade atual.

A representante do Movimento BR Viva, Conceição Amorim, manifestou preocupação ao citar uma pesquisa segundo a qual o Maranhão é um dos estados que menos ouve a população civil organizada em decisões que impactam diretamente a sociedade. Ela utilizou esses dados para reforçar a importância da atuação dos movimentos sociais, ressaltando que o grupo não é contrário ao progresso, mas defende a necessidade de diálogo permanente com a população.

"Não se justifica uma obra tão grande como essa ter realizado apenas uma audiência pública ao longo de 12 anos, com mais de dez mortes registradas na primeira fase", lembrou Conceição.

Ela também argumentou que outros problemas decorrentes das obras, como a ausência de iluminação pública, exigiram atuação junto ao Poder Judiciário para garantir iluminação às comunidades próximas à BR, além de medidas para assegurar a implantação de sinalização adequada. Conceição defendeu ainda a importância de um plano climático para reduzir a temperatura da cidade, defendendo como essencial o plantio de árvores.

No mesmo sentido, o representante da Fundação Brasil, Wallace Castro, explicou que foi realizado um laudo sobre as árvores que foram retiradas, identificando que muitas delas não haviam sido catalogadas, o que reforça a necessidade de um programa de replantio utilizando espécies nativas da região.

Em consonância com as discussões realizadas durante a audiência, representantes dos movimentos sociais chamaram atenção para a necessidade de ampliar o diálogo entre os órgãos públicos e os demais agentes envolvidos, a fim de evitar atrasos nas obras e garantir soluções para os impactos ambientais, especialmente quanto à supressão e ao replantio das árvores.

Como encaminhamento, foi deliberado que será solicitada cópia do processo que tramita na Justiça Federal para analisar a possibilidade de a Câmara Municipal de Imperatriz ingressar na ação na condição de amicus curiae. Também foi proposta a apresentação dos estudos de impacto de vizinhança e, caso ainda não existam, a elaboração dos estudos de drenagem macro e micro dos riachos da região. Além disso, após o recebimento da documentação, será realizada uma reunião de trabalho com os órgãos técnicos para avaliar quais medidas poderão ser implementadas visando minimizar os impactos da duplicação da BR-010.