terça-feira, 7 de julho de 2026

Homem tenta enganar agentes, mas acaba preso com mandado por roubo em Imperatriz

 

Um homem com mandado de prisão em aberto por roubo qualificado foi preso pela Guarda Municipal de Imperatriz (GMI) durante uma ação realizada no bairro Parque Anhanguera, no último domingo (5). A equipe foi acionada pela Central de Comunicação (CECOM) para prestar apoio ao cumprimento da ordem judicial. No momento da abordagem, o suspeito tentou dificultar a ação dos agentes ao fornecer os dados de outra pessoa, mas a verdadeira identidade foi confirmada após consulta aos sistemas de segurança.

Com a confirmação de que havia um mandado de prisão expedido contra o homem, ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais. Durante a ocorrência, uma pessoa procurou os agentes e relatou que vinha sendo vítima de extorsão praticada pelo suspeito. Segundo o relato, ele exigia o pagamento de valores superiores aos emprestados e realizava as cobranças por meio de ameaças. A esposa da vítima também afirmou ter recebido mensagens intimidatórias.

Ainda durante os procedimentos, os policiais questionaram o homem sobre a existência de uma arma de fogo. Inicialmente, ele negou possuir o armamento. No entanto, já na delegacia, confessou que mantinha uma arma em sua residência. Com a autorização da moradora do imóvel, as equipes realizaram buscas no local e apreenderam a arma de fogo, que foi encaminhada à Polícia Civil para as medidas cabíveis.

O mandado de prisão cumprido contra o suspeito foi expedido por roubo qualificado, crime previsto no artigo 157 do Código Penal. O roubo ocorre quando há subtração de bens mediante violência ou grave ameaça. A forma qualificada do crime abrange circunstâncias que tornam a conduta mais grave, como o emprego de arma de fogo, participação de duas ou mais pessoas, restrição da liberdade da vítima ou outras situações previstas na legislação.

A pena para o roubo simples varia de quatro a dez anos de reclusão, além de multa. Quando há qualificadoras, a punição pode ser aumentada significativamente. Nos casos em que o crime é cometido com arma de fogo, por exemplo, a pena pode ser elevada em até dois terços. Se da ação resultar lesão corporal grave ou morte da vítima, as penas podem chegar a 30 anos de prisão, conforme estabelece o Código Penal.

Além da investigação pelo crime de roubo, os relatos de ameaças e cobranças indevidas poderão dar origem a novas apurações por crimes como extorsão e ameaça, caso sejam confirmados durante a investigação. O suspeito permanece à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil dará continuidade às investigações para esclarecer todos os fatos relacionados ao caso.

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