quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Mulher morre após quase um ano de luta contra sequelas de atropelamento após agressão do ex-companheiro

 

Thays Rodrigues morreu na madrugada desta quinta-feira (10), após meses de luta contra as sequelas de um grave acidente ocorrido depois de uma agressão supostamente atribuída ao ex-companheiro, identificado como Juarez Victor. O caso aconteceu em 29 de novembro de 2025, na portaria do Vite Condominium, localizado na Avenida Jerônimo de Albuquerque, no bairro Angelim, em São Luís.

Segundo familiares, Thays havia decidido deixar Marabá, no Pará, e se mudar para São Luís, onde já havia morado por alguns anos. Após o término do relacionamento, ela decidiu seguir com a mudança. Juarez Victor teria ido ao condomínio na tentativa de fazê-la mudar de ideia.

Ainda de acordo com os familiares, durante a discussão, Juarez teria insultado e agredido Thays. Em seguida, teria pegado o celular da jovem e arremessado o aparelho na avenida. Na tentativa de recuperar o telefone, Thays foi até a via, no sentido da Avenida Jerônimo de Albuquerque, quando acabou sendo atropelada por um carro conduzido por um motorista que não foi identificado.

Com o impacto, Thays sofreu hemorragia intracraniana, fratura exposta na perna e uma fratura craniana com afundamento. Ela passou por uma cirurgia de emergência e permaneceu em coma, além de ter sido submetida a uma traqueostomia. O estado de saúde era considerado grave.

A jovem ficou internada por um longo período no Hospital Socorrão I, localizado no Centro de São Luís. Após receber alta, continuou o tratamento e precisava retornar frequentemente ao hospital. Segundo uma prima, Thays ainda não conseguia andar e permanecia com estruturas metálicas nas pernas devido às fraturas.

Na quarta-feira (9), durante uma cirurgia para a retirada dos ferros das pernas, Thays sofreu uma convulsão. Ela foi reanimada e recebeu alta após o procedimento. Durante a madrugada, já em casa, no município de Sapucaia, no Pará, ela sofreu uma nova convulsão e passou mal. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas Thays não resistiu.

De acordo com a prima, a jovem enfrentava consequências físicas e psicológicas desde o acidente e nunca mais conseguiu recuperar completamente a saúde. “Lutou por quase um ano. Até hoje ela ainda não conseguia andar”, relatou a familiar.

A prima também informou que Juarez Victor não chegou a ser preso pelo caso.

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