Segundo a polícia, o caderno do aluno continha símbolos nazistas, desenhos e referências associadas ao extremismo. A Polícia apreendeu o material e investiga o conteúdo.
O adolescente de 16 anos apreendido suspeito de matar a facadas a estudante Bruna da Silva Loiola, de 17 anos, em Água Doce do Maranhão, teve um caderno apreendido pela Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) com referências ao nazismo, discursos de ódio, imagens de bombas e desenhos associados a símbolos extremistas.
Em entrevista à TV Mirante, o delegado Tiago Castro, responsável pelo caso, confirmou que o caderno foi recolhido pela polícia e afirmou que o conteúdo possui informações que estão sendo analisadas.
"O caderno continha diversas anotações de discurso de ódio. Imagens, desenhos de bombas, referências a suástica, que é o símbolo do nazismo, dentre outas informações graves que a gente considera”, disse o delegado.
Antes da apreensão do material, uma professora da escola onde o adolescente e Bruna estudavam, em Água Doce do Maranhão, relatou que já havia observado comportamentos do jovem e que o assunto chegou a ser comentado entre estudantes e funcionários.
A docente, que não quis se identificar, afirmou que o caderno continha desenhos e referências nazistas e que outros estudantes também comentavam sobre as atitudes dele.
“O caderno dele era cheio de desenhos de nazistas nas matérias, na capa e na contracapa. Ele se declarava para os colegas, e os colegas comentavam em off com nós, professores, e com a diretora. Fomos percebendo que aquilo não era um comportamento normal para um aluno, para um adolescente”, afirmou em entrevista à TV Mirante.
A motivação do crime ainda não foi esclarecida. A polícia continua ouvindo familiares, professores e funcionários da escola para levantar informações sobre o histórico do adolescente e reunir novos elementos que possam auxiliar na investigação.
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