quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Operação contra golpe milionário no pagamento do IPVA cumpre mandados em Imperatriz e São Luís

 

Uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), deflagrada na manhã desta quinta-feira (3), cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em Imperatriz e São Luís, no Maranhão. A ação investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes em contribuintes por meio de sites falsos usados para desviar pagamentos do IPVA via Pix.

Segundo o MPMG, a investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber) identificou pelo menos 2.435 vítimas e um prejuízo de R$ 1.746.312,44 causado aos contribuintes mineiros. Os investigados atuavam a partir de diferentes estados, incluindo o Maranhão.

Os suspeitos criavam páginas falsas com aparência semelhante ao portal oficial do Governo de Minas Gerais. Os sites reproduziam a identidade visual e o fluxo de pagamento do IPVA e utilizavam domínios que combinavam termos como “gov”, “detran” e “minasgerais”.

Ao gerar o QR Code para pagamento, porém, o dinheiro era enviado via Pix para contas controladas pelo grupo. Os investigadores identificaram empresas de fachada com nomes que simulavam serviços relacionados à arrecadação pública. Depois, os valores eram fracionados e transferidos para contas pessoais em diferentes estados, incluindo o Maranhão.

A suspeita é de que o esquema esteja em funcionamento desde 2024 e seja reativado nos períodos de vencimento das parcelas do imposto.

Ao todo, foram expedidos 14 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão, cumpridos em cidades de Minas Gerais, Goiás, São Paulo e no Maranhão.

A operação resultou, até o momento, na prisão de 10 investigados. Durante as buscas, foram apreendidos aparelhos de telefonia celular, notebooks, pendrives e cartões bancários, além de 11 papelotes de cocaína e um simulacro de arma de fogo.

A ação contou com a participação de órgãos de segurança e do Ministério Público de diferentes estados, incluindo o Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio do Gaeco e da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI), além das polícias Militar e Civil do Maranhão. O material apreendido será analisado pelos investigadores, e as buscas pelos demais investigados continuam. O caso tramita sob sigilo.

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